sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Golpes pelo WhatsApp: não se alarme, previna-se

Está viralizando um vídeo falando de um golpe aplicado por meio do aplicativo WhatsApp. O indivíduo informa que o assunto foi matéria do Fantástico. Várias pessoas já foram vítimas, uma delas com prejuízo de mais de cem mil reais.

Primeiramente, é necessário esclarecer que golpes sempre existiram, sempre existirão e são de uma criatividade espantosa. E não são as maravilhas tecnológicas que os tornam possíveis. A tecnologia apenas os torna mais democráticos, atingindo maior número de pessoas, de todos os gêneros, raças, graus de instrução e todas as classes sociais e econômicas.

Mas por que as pessoas caem em golpes?

Geralmente, as pessoas caem em golpes por querer levar vantagem. Seu pecado é a ganância e seu algoz a ingenuidade. E são atraídas pelo golpista por serem muito espertas. Há um ditado que diz que todos os dias sai um esperto de casa, mas outro mais esperto saiu antes dele. Em outras palavras, a maior parte das vítimas de golpes são pessoas inteligentes.

No mundo real, o espertinho sai de casa e encontra um indivíduo com cara de otário que o induz a passá-lo para trás. Quando o espertalhão ganancioso se dá conta, já entregou o dinheiro. Ou então, a vítima é uma pessoa muito caridosa e morre de dó de um pobre coitado, que está fazendo uma encenação para ser motivo da compaixão alheia. Mas o mais chocante é o que torna a vítima cúmplice do golpista. Isso ocorre todos os dias nas ruas, e sempre existem incautos louquinhos para serem passados para trás. No mundo virtual, os motivos são os mesmos, ganância e ingenuidade; só muda a abordagem.

Há como prevenir-se, para reduzir o risco de tornar-se vítima. Mas são comportamentos muito difíceis de serem seguidos. Um meio bastante eficaz é ser bobo. O bobo desconfia de tudo e morre de medo de ser enganado. O esperto tem autoconfiança, e é isso que o torna vulnerável. Outro, é lembrar sempre que não existe almoço de graça. Alguém paga por ele. Cuidado para não ser esse alguém: nunca queira levar vantagem de estranhos.

Como sabemos que o ser humano nunca quer se passar por bobo, e certamente é grande candidato a ser passado para trás, indicamos quatro maneiras muito eficazes de cair em golpes na internet:

1 - não leia o "manual de instruções" dos programas e aplicativos, o que faz parte da cultura dos brasileiros. Dessa forma, você não fica conhecendo como utilizar corretamente, deixando um grande rombo onde o golpista possa te escolher como a próxima vítima;

2 - ocupe-se demasiadamente com entretenimento, como o fazem a maioria dos usuários de internet, segundo indicam as pesquisas. É muito prazeroso sentir prazer. Então, continue ocupando seu tempo em frente à telinha em masturbação mental, sem se preocupar em reservar um tempinho para informação relevante. Assista a todos os vídeos engraçados, morra de rir da desgraça alheia e, quando não tiver ninguém por perto, deleite-se nos sites pornôs. Mas não perca seu tempo pesquisando sobre golpes e como se prevenir contra eles;

3 - acredite em tudo que se diz nas redes sociais e, melhor ainda, compartilhe. Não se preocupe em comprovar a autenticidade. Seus amigos te repassaram, então é verdade.

4 - seja ganancioso e aproveite o "anonimato" da internet para levar vantagens. Aceite ofertas de estranhos e até mesmo dos amigos. Seja solidário, deposite aquele troquinho que eles pediram em troca de ficar milionário. Certamente alguém ficará.

Outros comportamentos são excelentes, mas esses são os mais eficazes. E quando entregar espontaneamente seu patrimônio, não se sinta envergonhado. Não esconda. Conte para todo mundo. Todos ficarão com pena de você. Menos os bobos. Estes apenas dirão: realmente, ninguém é burro de graça, o cara tem que pagar para ser burro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Quando o exemplo vem de cima: Ministros plantam árvores

Foi realizada nesta manhã de quarta-feira, 8 de fevereiro, solenidade de plantio de árvores no Parque Bosque dos Tribunais. O evento é parte de atividades propostas em Termo de Cooperação Técnica firmado entre o Tribunal Superior do Trabalho, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral e tem como objetivo o intercâmbio de experiências para implementação de ações conjuntas de sustentabilidade. Contou ainda com a parceria da OAB-DF e Novacap. A OAB porque se propôs a plantar duas árvores a cada evento realizado em suas dependências. A Novacap que teve a missão de providenciar as mudas e plantar a maioria delas, já que os presentes ao evento deram uma forcinha.

Os presidentes dos Tribunais superiores já mencionados, o Governador do Distrito Federal e a Vice-Presidente da OAB, cujos nomes estão nas legendas das fotos, abaixo, além de fazer seu discurso, plantaram suas árvores, para darem o exemplo. No embalo, alguns presentes também deram sua contribuição e participaram do plantio que, ao final, chegará a umas 700 mudas de pequizeiros, angicos, chichás, landins, gonçalo alves (que é uma árvore, e não um personagem) e pombeiros (talvez para atrair as aves de nome parecido).

Dizem as más-línguas que a iniciativa foi de um ministro que, após negar seguimento a um recurso, foi mandado plantar batatas pela parte vencida no processo. Mas isso não possível comprovar.

O Parque Bosque dos Tribunais, que vai das adjacências do STJ, na L4 Sul, até o Setor de Embaixadas, nas 800, passando pelo TST e TSE, foi criado pelo Decreto 30.720 de 2009, pelo Governador do Distrito Federal. Os objetivos a serem alcançados são garantir a preservação paisagística do entorno de proteção da Praça dos Três Poderes, os processos de regeneração natural da fitofisionomia original do local, promover a recuperação das áreas degradadas, estimular o desenvolvimento de atividades de educação ambiental e promover o contato harmônico com a natureza.

Presidente do TST, Ministro Ives Gandra, descerra a placa do Bosque dos Tribunais.

Presidente do TSE, Ministro Gilmar Mendes, plantando a primeira árvore
Presidente do STJ, Ministra Laurita Vaz, plantando a segunda árvore.

Presidente do TST, Ministro Ives Gandra, plantando a terceira árvore.

Governador Rodrigo Rollemberg, do Distrito Federal,  plantando a quarta árvore.

Pessoal da Novacap, dando apoio. Da direita para esquerda:Alfred Gomes, Chefe do Departamento de Parques e Jardins; Aldo Fernandes, Assessor da Presidência da Novacap; Raimundo Cordeiro, Chefe da Divisão de Implantação de Áreas Verdes, que participou do projeto desde o início; um caboco que não sei o nome; e Milton Hoffmman, servidor do STJ.

Depois que as autoridades ensinaram e a Novacap deu o exemplo, o pessoal que estava lá se entusiasmou e plantou sua árvore também.
Cordeiro e Alfred, da Novacap (foto Oia News)

(Foto: Milton Hoffmman)

(Foto: Milton Hoffmman)

(Foto: Milton Hoffmman)

(Foto: Milton Hoffmman)


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

1.ª Feira PANC arrasou!!!

Realizada neste domingo, dia 5 de fevereiro, a 1.ª feira PANC de Brasília foi um sucesso total. O evento, organizado pelo projeto ReFazenda em parceria com o movimento Other Food, aconteceu na 407 Norte, em espaço cedido pelo restaurante vegano Fazbem. Os expositores - Flora Orgânicos, Fazenda Bella e Hortelão - levaram plantas que deveriam ser conhecidas por todos os brasileiros como alimento mas, ao contrário, são consideradas pragas.

Na feira havia tanto alimentos in natura quanto comidas elaboradas com essas plantas. As preparações agradam a todos os paladares, inclusive os mais exigentes.

Plantas como moringa, ora pro nobis, capuchinha, folhas de batata doce, major gomes, malvaviscus, capim santo, taioba, araruta, umbigo de bananeira e muitas outras, além de quitutes deliciosos feitos com essas plantas estavam à venda e à degustação. Se você não conhece esses nomes e nunca comeu isso, não tem ideia do que está perdendo, tanto em termos de paladar como de saúde. E se você não quer nem provar, por puro preconceito alimentar, seu corpo vai continuar pobre em nutrientes e, mais cedo ou mais tarde, os médicos e laboratórios ficarão ricos tratando de você.

Mas mesmo para quem não gosta de provar novos sabores, havia geleia de jabuticaba, carambola em calda, urucum no óleo de girassol e até hortaliças que você conhece, mas plantadas em sistema agroflorestal: sem agrotóxicos e respeitando o meio ambiente.

Para a ativista ambiental Ana Borges, é importante ter um espaço para as pessoas conhecerem as plantas alimentícias não convencionais, ou plantas alimentícias tradicionais, porque são alimentos riquíssimos e que muitas vezes as pessoas jogam fora. Já o José Antônio Nunes Vasconcelos acha que a feira é um incentivo para as pessoas que não conhecem o poder das plantas virem, provarem e passarem a consumir também.

"A potência dessas plantas é incrível, tanto nas dimensões ambientais e econômicas quanto nutricionais. As PANC são estudadas mundialmente como uma estratégia de combate à fome e garantia do direito humano à alimentação adequada. Repopularizar seus usos e reconhecê-las como patrimônio alimentar da humanidade é essencial para promoção da saúde e desenvolvimento territorial, e importante, especialmente por sua origem vir de comunidades tradicionais e povos originais como indígenas e quilombolas". Afirma Bruna de Oliveira, nutricionista, co-fundadora do Other Food e integrante do ReFazenda.

Havia tanta coisa interessante que falaremos de cada uma delas nos próximos posts. Por enquanto, a gente fica aguardando a próxima feira, que pela quantidade de pessoas que lá compareceram, deverá ser realizada em breve.


As meninas do Projeto ReFazenda (https://www.facebook.com/refazenda.panc/), (foto Oia News).

O biólogo Fábio Neves Vieira, do projeto Hortelão, trabalha com hortas orgânicas e jardins funcionais
(https://www.facebook.com/produzaseualimento/?fref=ts). (foto Oia News).

Osmany Segall, da Fazenda Bella (https://www.facebook.com/FazendaBella/). (foto Oia News).


O pessoal da Flora Orgânicos (https://www.facebook.com/floraorganicos/) e a ativista ambiental Ana Borges. (foto Oia News).


Durante toda a manhã o movimento foi enorme.  (foto Oia News).

As organizadoras do evento: missão cumprida (foto ReFazenda).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Golpe do boleto. Previna-se.

Chegou a época do festival de boletos! Principalmente IPTU e IPVA. Época de prevenir-se contra boletos falsos que você paga e vão parar em boas mãos, mas você continua devendo ao legítimo credor: geralmente o Estado, o pior dos credores.

Carnês iguaizinhos aos de verdade.

O golpe é muito bem bolado. Algumas pessoas muito bem intencionadas querem afastar os políticos mal intencionados da tentação de praticarem peculato. Então, confeccionam boletos bancários iguaizinhos aos do órgão arrecadador e enviam aos contribuintes. Por não estarem sujeitos aos trâmites burocráticos, necessários a uma boa gestão, e aos burrocráticos, inventados pelos maus gestores, esses boletos chegam mais rápido à sua residência. Como cidadão exemplar, você nem espera o vencimento para exercer o direito de cumprir sua obrigação cívica. Só que o dinheiro não vai parar na conta do tesouro.

Em entrevista ao Oia News, um praticante dessa modalidade, que pediu para não ser identificado, alega que não há prejuízo para o cidadão. Só para os políticos. Segundo ele, "golpe mesmo é o Estado que dá, não devolvendo os valores arrecadados em forma de serviços. Quem se beneficia dos impostos pagos são só os políticos e os administradores públicos. "Tanto que ninguém até hoje me processou, reivindicando os valores pagos; só a polícia, que também queria sua parte".

O meliante preferiu não ser identificado.

E como reduzir o risco de pagar errado?

Basta entrar no site do órgão arrecadador e baixar uma segunda via do boleto.  E se você usa o Internet banking, nem precisa digitar aquela muntueira de números. Na maioria das vezes, você pode copiar e colar no site do banco.

Mas se você pagou o boleto errado, tem duas opções: ou paga novamente ou contrata um advogado para que o Estado reconheça o pagamento. Se o advogado for bom, cobrará só uns 5 mil; e se você der sorte, um juiz doido te dá ganho de causa.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Feira PANC neste domingo, 5 de fevereiro

Próximo domingo, 5 de fevereiro, a partir das 8 horas da manhã, na 407 Norte, Bloco E, loja 59, Casa Vegana, será realizada a 1.ª Feira PANC de Brasília.


Para quem não sabe, PANC, ou Plantas Alimentícias Não Convencionais, são plantas conhecidas como "mato", "erva daninha", "praga" ou outro adjetivo pejorativo na agricultura convencional, mas são excelentes alimentos. Tanto no que se refere ao sabor quanto às qualidades nutricionais.



O acrônimo PANC é atribuído ao biólogo, doutor em agronomia, Valdely Kinupp e ao engenheiro agrônomo Harri Lorenzi, que publicaram um livro com 768 páginas, ricamente ilustrado com mais de 2.500 fotografias e 1.053 receitas. O título é Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. Nesse livro, eles apresentam aquelas pragas, que você arranca do seu jardim ou de sua horta e joga fora, como excelentes fontes de nutrientes. Caruru, beldroega, ora-pro-nobis, serralha, dente de leão e muitas outras.



Para se ter uma ideia da importância dessa feira, as 10 hortaliças mais consumidas no Brasil são todas exóticas. São provenientes principalmente da Europa, Ásia e América Central. Será que este continente chamado Brasil não foi contemplado com nada comestível? Como se alimentavam os cerca de 8 milhões de habitantes que aqui viviam quando o país foi invadido pelos portugueses?



E é isso que você irá encontrar lá na feira, neste domingo. Plantas nativas do Brasil, que quase ninguém dá importância, e podem enriquecer o seu cardápio, muitas delas sem nenhum custo. E o pessoal da Other Food e da ReFazenda estará com pratos prontos, para quem quiser provar, e muitas receitas para ensinar a prepará-las.



Talvez você possa estranhar o sabor dessas plantas, de tão acostumado que está seu organismo com tanto agrotóxico... que elas não contêm.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Confraria da Cachaça convida para degustação

A Confraria da Cachaça do Brasil promove o 203.º almoço mensal, nesta sexta-feira, 27 de janeiro de 2017. Os interessados poderão comparecer no Espaço Friburgo da AABB, em Brasília, no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), trecho 2, lote 16, fone 3222-0078. O evento é aberto a todos os apreciadores da bebida genuinamente nacional, que poderão cadastrar-se lá mesmo, e tornarem-se membros da Confraria.

A cachaça é de graça. Só tem que pagar pelo almoço a bagatela de 40 mirréis. E este mês será degustada a Montanhesa Ouro, produzida em Araguari, MG, com o maior esmero.

A entidade tem como objetivo divulgar o consumo consciente da bebida símbolo e patrimônio cultural do país, responsável pela geração de trabalho e renda para milhões de brasileiros.

Fundada em 25 de fevereiro de 2000, a Confraria da Cachaça do Brasil só atinge a maioridade no próximo ano, o que não a permite beber. Mas seus membros degustam cachaça da melhor qualidade.

Orfeu Barros, Presidente da Confraria (Foto Irene Deutsch)

Não pense que vai encontrar lá um monte de “pés de cana”. A entidade é composta por profissionais de alto nível que se encontram toda última sexta-feira do mês para degustarem uma marca diferente e voltarem inteiros para o trabalho. Degustar, segundo o Presidente da CCB, Orfeu Barros, é provar educadamente, e não embriagar-se, e a Confraria estimula o consumo “moderado e consciente” da bebida, não o alcoolismo.

Para conhecer mais, visite o site da Confraria da Cachaça do Brasil em www.confrariadacachacadobrasil.com.br.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Entenda o racionamento de água no DF

Foto: Oia News

Depois do racionamento do transporte coletivo, das vagas nos hospitais e escolas, o Distrito Federal terá, a partir desta segunda-feira, 16 de janeiro, o racionamento de água. Quem mora no DF pode conferir as datas em que não poderá tomar banho, lavar vasilhas, roupas nem o carro e animais de estimação, no site da Caesb.

O cerrado era considerado o berço das águas do Brasil por causa das características de seu solo. Ele tinha uma boa capacidade de infiltração da água da chuva e armazenamento dessa água e distribuição para outras importantes bacias hidrográficas brasileiras (1). Mas parece que essa capacidade se esgotou com a revogação do ciclo da água pelos cidadãos de bens e sem bens, com apoio dos governos.

O governo federal (2) estabeleceu que para serem preservados os rios, é necessário proteger uma faixa entre 5 e 10 metros de suas margens (lei 12.651/12, Código Florestal) e enche o saco do produtor rural, que produz alimentos para as populações das pequenas e grandes cidades, para respeitarem essa norma.

Mas a lei não é aplicável nas áreas urbanas. Aqui, como em outras urbes, os rios têm estradas e avenidas como margens. Os córregos também não estão contemplados na lei, pois são canalizados para se construírem belas ruas asfaltadas. Também é permitido construir mansões e favelas às margens dos córregos, rios, lagos e nascentes, nas cidades. E a administração pública provê essas construções, muitas vezes irregulares, de água tratada, energia elétrica, telefonia e esgotamento sanitário.

Não demora muito a ter racionamento de água em Belém, Manaus, Ilha de Marajó e outras cidades impermeabilizadas em prol do progresso e desenvolvimento humanos.


(1)   In Revista do Instituto Humanitas Unisinos, n.º 382. Disponível em: http://fmclimaticas.org.br/wp-content/uploads/2014/03/Cerrado.-O-pai-das-_guas-do-Brasil-e-a-cumeeira-da-Am_rica-do-Sul_2.pdf. Acesso em 15 jan. 2016.

(2)   Em países sérios, costuma-se grafar Governo Federal, com iniciais maiúsculas. Mas isso em países sérios.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Estado vai indenizar presos mortos em presídio

Bandidos discutem situação dos presídios (Foto EBC)
Recente episódio ocorrido no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, COMPAJ, reacende o debate sobre a superlotação dos presídios brasileiros. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, “estando o preso sob a custódia do Estado, tem este o dever constitucional de assegurar-lhe o respeito à integridade física e moral”(1). Isso explica a superlotação dos presídios brasileiros.

Na rua, o indivíduo tem que prover a sua própria subsistência, bancar sua educação, saúde e cuidar da sua própria segurança, porque está sujeito a ser assaltado, agredido ou até morto, por sua conta e risco, além, é claro, de ser explorado pelo Estado e pelos governantes.

Na cadeia, está sujeito a tudo isso, mas tem direito a casa, comida, roupa lavada e à proteção que o Estado não oferece a quem está fora. E a indenização em caso de invalidez ou morte é maior do que se você for vítima de acidente de trânsito, cujo agente pagou uma apólice de seguro para o mesmo Estado. É por isso que tanta gente prefere viver sob a tutela do Estado, em vez de à mercê dele.

Se ficar preso fosse ruim você acha teria tanto presidiário no país?


(1) Acórdão Disponível em < http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoTexto.asp?id=3167861&tipoApp=RTF>. Acesso em 6 jan. 2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Retrospectiva 2016: 2.ª parte - assalto aos cofres públicos

Desde 1530, quando Portugal iniciou de fato a invasão do Brasil, enviando uma frota comandada por Martim Afonso de Sousa, o país vem sendo assaltado pelos mandatários da Nação.

Em 2016, obtivemos as primeiras imagens explícitas dos parlamentares do único país do mundo que não tem parlamento mas tem parlamentares saqueando os cofres públicos, ante o olhar atônito de cidadãos de bem, honestos e trabalhadores que depositaram neles seus votos.



Com imagens de:
Notícias do Estado ES. Disponível em <https://www.facebook.com/pg/Noticias-do-Estado-ES-589531997868324/posts/?ref=page_internal>. Acesso em 5 jan. 2017.